quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CAPITU NÁ OZZETTI

APAIXONADA ? AMADA ? CONQUISTADA ? OU DISSIMULADA ?
Festival Nacional de Literatura em Vídeo premia curta-metragem alagoano
Vídeo foi produzido sob a direção do professor Salomão D`Luna, com participação de alunos da Escola Conceição Lyra
27/02/2012 17:47
Grupo foi o vencedor da categoria júri popular com o vídeo O Cidadão de Papel
Os alunos João Gabriel Duarte, Daiana Ramos, Alice Rocha, junto com a professora de literatura Jeane Cristina e o diretor de artes Salomão D'Luna, da Escola Conceição Lyra, de São Miguel dos Campos, estiveram em São Paulo no início de fevereiro para receber o premio de melhor curta-metragem durante o 2° Festival Nacional de Literatura em Vídeo. O grupo foi o vencedor da categoria júri popular com o vídeo O Cidadão de Papel.
A premiação aconteceu no salão de convenções do Hotel Golden Tulip e contou com a presença de dez finalistas. O grupo de Alagoas foi o único representante do Nordeste. A votação geral computou mais de 25 mil votos.
O Cidadão de Papel foi inspirado na obra do jornalista Gilberto Dimenstein e aborda os problemas presentes no cotidiano da sociedade brasileira, como a desigualdade social, a qualidade da educação, o desrespeito aos idosos e a prostituição infantil.
Para participar do festival, era preciso apresentar um curta-metragem de até cinco minutos com base em algum livro das editoras Ática e Scipione. Os melhores vídeos foram selecionados e passaram por nova seleção até chegar aos dez finalistas nacionais.
Esta é a segunda vez que a escola é premiada. No ano passado, o curta-metragem Meninas da Noite foi premiado na categoria júri técnico. O filme aborda a realidade de meninas que se envolvem na prostituição, além de levantar questões como a pedofilia e o abuso sexual.
POR VALÈRIA GUIMARÃES

sábado, 25 de fevereiro de 2012

QUAL POEMA ENVIAR PRO SEU AMOR ?

O poema ideal para enviar é... Lira III

"Eu quero uma casa no campo" parece ser o lema do casal. Vocês buscam uma vida tranquila, em contato com a natureza e os prazeres simples do cotidiano. Por isso, adoram fins de semana no sítio ou na montanha. Além disso, preferem se entregar ao momento presente, sem se preocupar demais com o futuro.
Por tudo isso, que tal enviar um dos poemas de Tomás Antônio Gonzaga (1744 – 1810), poeta do Arcadismo, que retrata o amor de Dirceu por sua Marília, um amor célebre da história de nossa literatura.

Lira III

Tu não verás, Marília, cem cativos
tirarem o cascalho e a rica terra,
ou dos cercos dos rios caudalosos,
ou da minada serra.

Não verás separar ao hábil negro
do pesado esmeril a grossa areia,
e já brilharem os granetes de oiro
no fundo da bateia.

Não verás derrubar os virgens matos,
queimar as capoeiras inda novas,
servir de adubo à terra a fértil cinza,
lançar os grãos nas covas.

Não verás enrolar negros pacotes
das secas folhas do cheiroso fumo;
nem espremer entre as dentadas rodas
da doce cana o sumo.

Verás em cima da espaçosa mesa
altos volumes de enredados feitos;
ver-me-ás folhear os grandes livros,
e decidir os pleitos.

Enquanto revolver os meus consultos,
tu me farás gostosa companhia,
lendo os fastos da sábia, mestra História,
e os cantos da poesia.

Lerás em alta voz, a imagem bela;
eu, vendo que lhe dás o justo apreço,
gostoso tornarei a ler de novo
o cansado processo.

Se encontrares louvada uma beleza,
Marília, não lhe invejes a ventura,
que tens quem leve à mais remota idade
a tua formosura
SITE   :     Educar para crescer

QUE LIVRO DE EÇA DE QUEIROZ VOCÊ MAIS SE IDENTIFICA ?

RESULTADO :
A Cidade e as Serras

Quando você crescer, vai ser rico, famoso e morar em uma casa forrada de aparelhos de alta tecnologia... É mesmo o que você quer? Você está no caminho certo, não há dúvida: sua mente já descobriu o que fazer para concluir os estudos, ter uma profissão e ganhar independência econômica. Porém, seu coração anda em dúvida sobre que trilha seguir, se essa apontada pela razão ou outra contrária... O maior dilema. Porque lá no fundo você dá a impressão de que gostaria mesmo é de ficar na sua, cuidando da terra, por exemplo. Fique atento, reflita. Afinal, o que está em jogo é a sua felicidade.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

QUE POEMA DE FERNANDO PESSOA VOCÊ È ???

Boca Roxa e Sim, Ricardo Reis
“Bocas roxas de vinho,
Testas brancas sob rosas,
Nus, brancos antebraços
Deixados sobre a mesa;

Tal seja, Lídia, o quadro
Em que fiquemos, mudos,
Eternamente inscritos
Na consciência dos deuses.

Antes isto que a vida
Como os homens a vivem
Cheia da negra poeira
Que erguem das estradas.

Só os deuses socorrem
Com seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas.
(“Bocas Roxas”, 08/1915)

e

“Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.”
(“Sim”; 07/1931)

Ricardo Reis é o poeta clássico, de formação católica rígida e monarquista. Entre os heterônimos, tem o temperamento mais “certinho”. Sua poesia transpira fatalismo, de quem se sente marcado pelo fado antes mesmo do nascer. Por isso, acredita Reis, o melhor a fazer é aceitar o que acontece e levar a vida sem grandes alegrias, nem tristezas, evitando as paixões, porque elas passam e causam sofrimento
Do Site: EDUCAR PARA CRESCER
 
                                                     

QUE POESIA INFANTIL COMBINA COM VOCÊ ???

Poesia com olhar feminino

Sua alma é feminina e maternal. Você vê algo de encantador mesmo no mais trivial dos acontecimentos, e esse seu delicado otimismo contagia a todos ao seu redor. As crianças de sua vida adoram ouvir suas histórias e considerações sobre os mais triviais dos acontecimentos. Mesmo na tragédia e na melancolia você consegue mostrar a elas a beleza da vida.
 Você combina com:

1. "O último andar", de Cecília Meireles

2. "Colégio", de Henriqueta Lisboa

1. O último andar (Cecília Meireles)

No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.

O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.

Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.

Quando faz luz, no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.

Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar:
no último andar.

De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:

no último andar.

MEIRELES, Cecília. O último andar. In: Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 35
2. Colégio (Henriqueta Lisboa)

Dois a dois
dois a dois.

E a fila
serpentina
escorrega
nas escadas
estica-se
nos corredores
projeta-se
nos pátios.

Só o rumor
Tranquilo
dos passos
ritmados.

Do assoalho
batido
como um tambor
sobe poeira
para as narinas
dóceis.

Dois a dois
dois a dois.

A fila parece um barco
elástico
movido por inúmeros
remos.

LISBOA, Henriqueta. Colégio. In: O menino poeta – obra completa. São Paulo: Peirópolis, 2008. p. 72.
 Do site EDUCAR PARA CRESCER