sábado, 19 de outubro de 2013

Vinicius faria hoje 100 anos se fosse vivo.


 Relembremos um dos seus belos poemas.

Pela Luz Dos Olhos Teus
Vinicius de Moraes

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

GAMES


GAME DOM CASMURRO

DOM CASMURRO



Clássicos como "Memórias de um Sargento de Milícias" (de Manuel Antônio de Almeida), "O Cortiço" (Aluísio Azevedo) e "Dom Casmurro" (Machado de Assis) são agora jogos eletrônicos. Iniciativa do projeto "Livro e Game", capitaneado pela Fundação Telefônica e o gestor cultural Celso Santiago, os livros são apresentados de maneira lúdica no site.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sinopse - Capitu Sou Eu - Dalton Trevisan

O paranaense Dalton Trevisan continua fiel a seus princípios: não concede entrevistas, não posa para fotos e comunica-se com sua editora por telegramas. No que diz respeito à sua literatura, a (alta) qualidade também continua intacta. É o que se comprova nos dezenove contos e três poemas reunidos nesse novo livro. Cada um deles tem de duas a doze páginas, o que é um tanto caudaloso para um autor conhecido pelo estilo minimalista. Tema recorrente em sua obra, a perversão – moral e sexual – dá mote a todos. No conto-título, uma professora tem um caso doentio com um aluno rebelde, embalado por discussões sobre a célebre personagem de Machado de Assis. Para Trevisan, um conto deve ser preciso como uma picada de agulha – e agulhadas não faltam nessas histórias carregadas de pedofilia, incesto e assassinato.(Estação Veja)

Capitu Sou Eu - Dalton Trevisan

domingo, 14 de julho de 2013

De um poema de Cecília Meireles...

CANTEIROS

Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

CAPITU NO TRIBUNAL


 CAPITU NO TRIBUNAL

Folha de São Paulo, de 25/06/1999

Em 1999, por ocasião das comemorações de publicação de DOM CASMURRO, de MACHADO DE ASSIS , o Jornal Folha de São Paulo promoveu um julgamento de CAPITU .Participaram do julgamento José  Paulo Sepúlveda Pertence, ministro do Supremo  Tribunal Federal;o advogado criminalista e Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos ;a Procuradora de Justiça Luiza Nagib Eluf, autora do livro Crime contra os costumes e assédio sexual; o historiador Boris Fausto; Rosiska  Darcy de Oliveira advogada e escritora; e os Escritores Carlos Heitor Cony e Marcelo Rubens Paiva.

Unindo  argumentação jurídica , que levou em conta a legislação  vigente hoje e no final do século XIX , aos fatos narrados na obra por BENTINHO , o julgamento prestou uma importante homenagem a obra de MACHADO DE ASSIS que é, sem dúvida, um dos principais romances brasileiros. Além disso, permitiu examinar o suposto adultério de CAPITU sob o ponto de vista das LEIS e dos VALORES DA ATUALIDADE.

Ao final do julgamento feito pela classe, o professor revelará os resultados do julgamento de CAPITU promovido pelo jornal.

  OS AUTOS

A principal fonte de informação e de provas  do suposto adultério de CAPITU é o relato feito pelo próprio BENTINHO. Por isso todos os alunos que tiverem uma participação direta no julgamento  - seja na condição de juiz ou de advogado , seja na de testemunha ou jurado  - devem LER integramente a obra.Durante a LEITURA, devem estar atentos  a situações e pistas que possam incriminar ou inocentar CAPITU  e anotá-las para posterior consulta ou citação.

2° DEFININDO OS PAPEIS

O JUIZ -  Escolham para o  papel  um colega que tenha facilidade para administrar situações de conflito e bom senso de organização . Ele deve ser coerente, equilibrado, imparcial.

A RÉ -     CAPITU é a ré. Ela poderá ser questionada pelo advogado de acusação e prestar esclarecimentos, se solicitado, ao advogado de defesa e ao juiz.

OS ADVOGADOS DE DEFESA E DE ACUSAÇÂO – A condição essencial para o papel é gostar de falar em público e ter uma boa capacidade de ARGUMENTAÇÂO. Devem saber selecionar, organizar e apresentar  as provas de modo claro, coerente e gradativo; devem também saber sensibilizar os jurados , manter um bom relacionamento com o juiz e ter facilidade para contra-argumentar.

TESTEMUNHAS  - Se  houver testemunhas, elas devem corresponder a personagem da obra  e devem se limitar aos fatos narrados . Podem evidentemente , esclarecer  com detalhes  o que viram ou sentiram, mas não podem modificar os fatos ocorridos na história.

OS JURADOS  - São sete. Eles devem ter a capacidade de ouvir com atenção os argumentos apresentados pela defesa e pela acusação e votar de acordo com a consciência , sem que outros fatores ou interesses  interfiram.

O PÚBLICO – Não é permitido ao público falar durante o julgamento nem ter nenhuma outra forma de manifestação, como rir, brincar, etc.

3   ESTABELECENDO AS REGRAS

Em combinação com o professor, todos os envolvidos devem estabelecer previamente as regras do julgamento: o tempo de cada advogado, o tempo total do evento, se os advogados terão direito de réplica e de tréplica, se serão feitas perguntas a CAPITU e quantas, se serão apresentadas testemunhas e quantas, etc.

4    PREPARANDO A SALA

No dia combinado , preparem o ambiente para o julgamento. O juiz deve ter sua mesa na frente da sala; no centro; em cada uma das laterais fica um dos advogados , com uma mesa de apoio. Os jurados devem ficar em um dos lados da sala ou na primeira fileira ,à frente do público. A ré deve permanecer perto do advogado de defesa.

5             COLHENDO INFORMAÇÔES  (  VEJAMOS ALGUNS ARGUMENTOS )

 

*Argumentação apresentada por Luiza Nagib Eluf, em sua participação como Advogada de Defesa

Absolutamente toda suspeita em DOM CASMURRO , para Nagib Eluf é invenção da mente neurótica do marido ciumento.

“” Essa história é milenar. É a história da paranóia masculina “”disse a advogada, para êxtase da platéia que vinha acompanhando sua narrativa com atenção. [...]

O retrato do marido de CAPITU traçado por Luiza Nagib  Eluf é o de “”um sujeito que contruiu sua própria ruína. A semente da destruição mora em Bentinho .””

Foi a paranóia que o teria levado  a ver uma confissão  de culpa no comentário da própria CAPITU sobre a semelhança dos olhos de Ezequiel com os de Escobar  - o que, disse a advogada “”não seria dissimulação , seria burrice. “”[...]

Para Nagib Eluf, quem deveria estar sendo julgado ali era o marido Bentinho, por paranóico, neurótico, e inseguro que era, “”ensandecido de ciúmes, como muitos homens que mataram suas esposas””

*Argumentação apresentada por Marcio Thomaz Bastos, em sua participação como Advogado de Acusação

 

Bentinho  conta que só lembra de ter ido sem Capitu ao teatro duas vezes. Em uma delas, a  MOÇA DOS “”OLHOS DE RESSACA “” diz que não poderia assistir a estréia de uma ópera , pois tinha adoecido. Preocupado  com o padecimento da mulher, Bentinho volta mais cedo, após o primeiro ato. Quando chega em casa encontra Escobar. O amigo explica que tinha ido lá para tratar de alguns negócios. Em sua acusação, Bastos dramatizou a situação de modo a demonstrar que a “”terrível dor de cabeça”” de CAPITU que “”logo desaparece””, estaria intrinsecamente ligada a visita inesperada de Escobar. “” É uma explicação de quase flagrante”” explicou o advogado.

 

*Argumentação apresentada por Marcelo Rubens Paiva, escritor dramaturgo e autor do livro Feliz ano Velho , e no julgamento faz o papel de testemunha de acusação.

 

“”Bentinho era um chato e acho que tinha tendências homossexuais “”. A sua relação com Escobar era bem estranha.

 

Argumentação apresentada por * Carlos Heitor Cony,  jornalista ,escritor e autor de Quase memória,   que participou do julgamento como testemunha de acusação.

 

“”Assim como Bentinho diz que Capitu adulta já estava na criança , como um fruto dentro da casa , é preciso ver que Bentinho era uma pessoa que foi traído que estava na casa.. Desde a infância era um chifrudo em potencial. Ela foi uma adúltera , mas, cá entre nós, embora testemunha de acusação , eu absolvo, porque, CAPITU foi uma adúltera extraordinária. E, se não fosse, a humanidade seria muito mais chata do que é

 

* Argumentação apresentada por Rosiska  Darcy de Oliveira, em seu testemunho de defesa.

 

Em um discurso que mesclou o feminismo  argumentação jurídica e  interpretação literária , Rosiska  procurou demonstrar que era Bentinho , e não CAPITU, quem tinha desejos de infidelidade  ( pela mulher do amigo Escobar, Sancha}.

“”Por ser Bentinho um traidor , só pode ser absolvido pela traição dela””, disse Rosiska, comparando DOM CASMURRO  a OTELO de SHAKESPEARE. “” Se Desmdêmona, que era inocente, mereceu morte, o que não merecia CAPITU, que é culpada ?””

 

* Argumentação apresentada por Boris Fausto, historiador, professor da USP, que participou como testemunha de defesa.

 

“”Essa peça, do ponto de vista de uma acusação jurídica, é absolutamente imprestável, com licença de MACHADO DE ASSIS.É uma história contada por alguém  que tem sua versão , que está confiante de estar sendo traído pela mulher.O que ocorreria se CAPITU falasse ???

 

 

CEREJA, William Roberto

Português: Linguagens , volume único/ William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – São Paulo: Atual, 2003;.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Essa Nega Fulô!



A desobediência de FULÔ

O uso dos pronomes possessivos que constrói a hierarquia no texto - meu- teu- nosso também indica a desestruturação da pirâmide ou a desobediência á hierarquia. A enunciação da posse dos objetos pela Sinhá dá lugar à perda do SINHÔ  pela  SINHÁ , [...] Ao substituir o pronome " meu " pelo pronome " nosso ", na referência ao Senhor , a Sinhá coloca-se em um único momento no mesmo patamar que a FULÔ , pois Deus não pertence só a ela, é o Senhor de todos , independentemente da posição social. Ironicamente, a negra também se iguala a ela na relação com o Sinhô, pois passará a ocupar seu lugar na esfera da sexualidade.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PODE HAVER COERÊNCIA SEM COESÂO ?




SIM, HÀ TEXTOS QUE SE ORGANIZAM POR JUSTAPOSIÇÂO OU COM ELÍPSES E, MESMO ASSIM, PODEM SER CONSIDERADOS TEXTOS POR SEUS LEITORES/OUVINTES, VISTO QUE CONSTITUEM UMA UNIDADE DE SENTIDO. UM EXEMPLO CLÁSSICO DE NOSSA MÚSICA POPULAR É A CANÇÃO ÁGUAS DE MARÇO, DE TOM JOBIM, QUE SE CONSTRÓI PELA JUSTAPOSIÇÃO.

                        É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira



 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Capitu - Ná Ozzetti


De um lado vem você com seu jeitinho
Hábil, hábil, hábil
E pronto!
Me conquista com seu dom
De outro esse seu site petulante
WWW ponto poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo sábio, sábio
E todo encanto Canto, canto
Raposa e sereia
Da terra e do mar
Na tela e no ar
Você é virtualmente amada amante
Você real é ainda mais tocante
Não há quem não se encante
Um método de agir que é tão astuto
Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo
É só se entregar, é não resistir, é capitular
Capitu
A ressaca dos mares
A sereia do sul
Captando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares
Capitu
De um lado vem você com seu jeitinho
Hábil, hábil, hábil
E pronto!
Me conquista com seu dom
De outro esse seu site petulante
WWW ponto poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo sábio, sábio
E todo encanto Canto, canto
Raposa e sereia
Da terra e do mar
Na tela e no ar
Você é virtualmente amada amante
Você real é ainda mais tocante
Não há quem não se encante
No site o seu poder provoca o ócio, o ócio
Um passo para o vício, o vício, o vício
É só navegar, é só te seguir, e então naufragar
Capitu
Feminino com arte
A traição atraente
Um capítulo à parte
Quase vírus ardente
Imperando no site
Capitu
De um lado vem você com seu jeitinho
Hábil, hábil, hábil
E pronto!
Me conquista com seu dom
De outro esse seu site petulante
WWW ponto poderosa ponto com
É esse o seu modo de ser ambíguo sábio, sábio
E todo encanto Canto, canto
Raposa e sereia
Da terra e do mar
Na tela e no ar
Você é virtualmente amada amante
Você real é ainda mais tocante
Não há quem não se encante
Um método de agir que é tão astuto
Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo
É só se entregar, é não resistir, é capitular
Capitu
A ressaca dos mares
A sereia do sul
Captando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares
Capitu
Feminino com arte
A traição atraente
Um capítulo à parte
Quase vírus ardente
Imperando no site



OUTROS DIÁLOGOS COM CAPITU


O interesse por CAPITU tem estimulado a imaginação de muitos escritores. No livro “” QUEM É CAPITU “” , por exemplo, vários autores recontam a história de CAPITU:

Fernando Sabino em “”O AMOR DE CAPITU””  narra a história de BENTINHO em 3ª pessoa, alterando pois, o ponto de vista narrativo;

Domício Proença Filho,em “”CAPITU – MEMÓRIA PÓSTUMAS “”dá a CAPITU a oportunidade de falar e de defender-se da acusação do ex-marido.

PÉROLAS DE NOSSA LITERATURA


 SABEM QUAL  A OBRA QUE SERVIU DE REFERÊNCIA PARA A CRIAÇÂO DE LUCÌOLA , DE JOSÈ DE ALENCAR ?

-------A DAMA DAS CAMÈLIAS, OBRA QUE PÔE EM DISCUSSÂO O TEMA DA PROSTITUIÇÂO>

 

PÉROLAS DA LITERATURA BRASILEIRA!!



Caetano Veloso criou uma música para o poema “ O Navio Negreiro” e canta-o em estilo rap com Maria Betãnia.. Observem como Caetano  confere atualidade ao poema de Castro Alves ao aproximá-lo do rap , gênero musical cultivado geralmente na periferia das grandes cidades por negros e por outros grupos socialmente excluídos.
O cruzamento do poema com o rap parece lembrar que os problemas de opressão e miséria social vividos pelos negros no século XIX, com algumas diferenças continuam os mesmos.

PÉROLAS DA LITERATURA BRASILEIRA!!


IRACEMA, que o autor chamou de “lenda do Ceará” é uma das mais belas realizações indianistas de nossa prosa romântica. O romance narra a lenda ( criada pelo próprio Alencar ) da origem do Ceará, Estado Natal do autor , que teria surgido dos amores proibido entre o guerreiro português Martim que se encontrava em expedição no Brasil, e a virgem IRACEMA  ( ANAGRAMA DE AMÉRICA ) , uma jovem índia , filha do pajé Araguém. IRACEMA estava impossibilitada de casar-se porque conhecia o segredo da jurema ( bebida mágica servida nos rituais religiosos da tribo )e deveria manter-se virgem e fiel a Tupã. Desobedecendo as tradições da tribo , IRACEMA relaciona-se com Martim, dando origem, pela perspectiva da obra, à CIVILIZAÇÂO BRASILEIRA.ASSIM COMO PERI , TAMBÈM IRACEMA TEM SERVIDO AOS NOSSOS COMPOSITORES DA MPB COMO REFERÊNCIA DO LADO PRIMIIVO E SELVAGEM DO BRASIL. NA CANÇÂO "" TROPICÁLIA "",POR EXEMPLO CAETANO VELOSO CONTRAPÕE IRACEMA AO BRASIL MODERNO NOS VERSOS "" VIVA IRACEMA MA/VIVA IPANEMA MA MA MA MA  .

terça-feira, 25 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

,"A VIDA PRECISA DO LIVRO PARA NÂO SER INCONSEQUENTE""

SEGUNDO Nélida Piñon,"A VIDA PRECISA DO LIVRO PARA NÂO SER INCONSEQUENTE.PARA NÂO FICARMOS SUJEITOS À PASTEURIZAÇÂO SOCIAL.LER É UM MARAVILHOSO ATO DE REBELDIA, DE RESISTÊNCIA, DE ENCANTAMENTO. DE UM FRUIR COMOVEDOR. COMO ARFAR SEM A PRESENÇA DE UM LIVRO QUE NOS ENSINA A VIVER MELHOR QUE A PRÒPRIA VIDA ??????

quinta-feira, 23 de maio de 2013

“A POESIA É NECESSÁRIA”Rubem Braga






EU FUI SOLTANDO VERSOS ALEATORIAMENTE, COMO ME FORAM AFLORANDO À MEMÓRIA, BROTANDO DE UM DEPÓSITO QUE A ESCOLA ME AJUDOU A CONSTRUIR E QUE FUI ENRIQUECENDO AO LONGO DA VIDA.

POETIZAR É . . . é camoniar, é machadear, é caetanear, é cora coralizar, mas é acima de tudo acreditar que, pelas palavras, podemos o mundo transformar e
“A POESIA É NECESSÁRIA”  Rubem Braga . Eu afirmo  que é tão necessária como afirma Fernando Pessoa em AUTOPSICOGRAFIA “O poeta é um fingidor.Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor.A dor que deveras sente”
“QUE A ESCOLA SAIBA ATRAIR PARA A CENTELHA DE MARAVILHAMENTO QUE CARACTERIZA UM POEMA “ Ana Maria Machado

García Lorca descreve um pandeiro, por exemplo, dizendo “SUA LUA DE PERGAMINHO. PRECIOSA TOCANDO VEM.” Ou quando Jorge de Lima afirma que “HÁ SEMPRE UM COPO DE MAR PARA UM HOMEM NAVEGAR”. Ou ainda quando Manoel Bandeira CONCLUI QUE UM PORQUINHO- DA- ÍNDIA FOI A SUA PRIMEIRA NAMORADA. Ou João Cabral de Melo Neto afirma que o nascimento de um menino é belo “COMO UM CADERNO NOVO QUANDO A GENTE O PRINCIPIA.” Ou Paulo Mendes Campos resume: “ SOU RESTOS DE UM MENINO QUE PASSOU.” Ou quando Carlos Drummond de Andrade constata: “MAS AS COISAS FINDAS, MUITO MAIS QUE LINDAS,ESSAS FICARÃO.”E elas findam, como ensina Vinícius de Morais “DE REPENTE, NÃO MAIS QUE DE REPENTE.” “E, OS ANOS NÃO TRAZEM MAIS” afirma Casimiro de Abreu , e Olavo Bilac fala   em “ OUVIR ESTRELAS”, Gonçalves Dias garante: “MENINOS, EU VI”,Castro Alves ecoa a África a desafiar Deus “HÁ DOIS MIL ANOS TE MANDEI MEU GRITO, QUE EMBALDE DESDE ENTÃOCORRE O INFINITO,ONDE ESTÁS, SENHOR DEUS ? “ Só sei que continuo poetizando como em MOTIVOS de Cecília Meireles “Eu canto porque o instante existe /e a minha vida está completa./Não sou alegre nem sou triste:/sou poeta” mas por que tudo isto ? CECÍLIA MEIRELES explica : Sei que canto. E a canção é tudo.?/ Tem sangue eterno a asa ritmada./E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.”


















segunda-feira, 13 de maio de 2013

Voar sem ter asas, caminhar sem tirar os pés do chão, sonhar acordado, navegar em um mar de palavras, soltando a imaginação".,

A leitura

Caminho entre prateleiras;
Eiras... beiras de papéis;
Deleito-me nas esteiras das rimas;
Poesias;
Crônicas... literaturas infinitas;
Embriago-me no coquetel das palavras;
Mistura inebriante de poeira e traça voraz???
Acelero meu intelecto;
Transporto-me para os contos...
De fadas;
De amadas... safadas...
Emoções...
Divagações!
Letras miúdas... cinzentas;
Impressão amarelada pelo tempo;
Puro conhecimento!
Escorrego nos "Ss"; "Us"...
Faço das letras diversão pueril...
Escorregadores; escadas e trampolins;
Me arrisco...
Despenco!
Embaraço-me nas cedilhas... nos tils;
Cerro meus olhos;
Entrego-me!
Deixo Sofia nas asas da imaginação me levar;
E me revelar...
Mistérios que somente o livro tem!

Quando você se sentir só... ou não quiser ser apenas mais um na multidão : LEIA UM LIVRO!!!

 


Asa de Papel
(Marcelo Xavier)

Asa de Papel é dedicado a todos que, de alguma forma, trabalham com o Livro.

Quando você se sentir só...
ou não quiser ser apenas mais um na multidão,
quando quiser descobrir quem descobriu, quem inventou, como surgiu
nas curtas, médias e longas viagens
ou para ir até o infinito no tempo que dura um grito,
nos longos períodos horizontais,
para ir à festa do rei
ou viver fantásticas aventuras no mar,
para entender o que os bichos pensam da vida
ou atravessar o tempo como se atravessasse uma porta,
para saber como é bonito o mundo visto por um mosquito
ou, num instante, sentir a terrível solidão de um gigante,
quando o mundo vira uma geladeira e você um pinguim
nos dias chorosos
ou quando a Terra se bronzeia,
para sentir aquele medinho gostoso
ou quando quiserem fazer você de bobo

LEIA UM LIVRO...


Asa de Papel. Marcelo Xavier texto e il. Gustavo Campos fot. Formato. 1993.

Premiações:

Prêmio apca - Originalidade em Literatura Infantojuvenil - 1993

Prêmio Ofélia Fontes - FNLIJ - O melhor para crianças. 1993

Prêmio Jabuti - Melhor ilustrador - 1994.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

QUADRILHA Carlos Drummond de Andrade


 
Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na História.